terça-feira, 28 de maio de 2013

Em feira sobre a escola do futuro, a maior oferta ainda é de lousa digital

Introduzida no país há mais de 15 anos, ela ainda é maioria nos estandes.Tablets com conteúdo próprio também ganham espaço na Feira Educar.

Ana Carolina Moreno Do G1, em São Paulo
 

Modelos de lousa digital disponíveis na Feira Educar: infravermelho, touchscreen e acesso à internet (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)Modelos de lousa digital disponíveis na Feira Educar: infravermelho, touchscreen e acesso à internet
(Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
Na 20ª Educar Educador, feira e congresso internacional que começou na quarta-feira (22) em São Paulo, a lousa digital, uma das primeiras tecnologias a entrarem na sala de aula brasileira, há mais de 15 anos, ainda é o principal produto de inovação disponível no mercado educacional. Mas, agora, ela divide espaço –e interage– com os tablets, que trazem uma diversa gama de aplicativos e programas com conteúdo do currículo escolar, mas estão, em sua maioria, atrelados ao uso da lousa interativa.




A feira acontece até o sábado (25) no no Centro de Exposições Imigrantes, na Zona Sul de São Paulo. A entrada nos estandes é gratuita, mas a participação nas palestras do congresso são restritas a quem pagou a inscrição previamente.
Veja no vídeo ao lado outras novidades apresentadas na Feira Educar
Entre os 200 expositores nacionais e internacionais do evento, há empresas que importam e fabricam móveis, uniformes, carteirinhas de estudantes, livros didáticos, suportes inclusivos para deficientes, soluções de gestão escolar, equipamentos para laboratórios de ciências e softwares educativos desde a pré-escola até o conteúdo preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Mas também não faltam modelos de lousas sensíveis a toque, com canetas próprias, acesso à internet, sistema de som e até um sensor infravermelho, que permite o uso por mais de uma pessoa ao mesmo tempo.
A maioria dos produtos oferecidos pelo mercado brasileiro, porém, é importada e, por isso, o custo ainda é alto. Segundo expositores ouvidos pelo G1, uma lousa pode sair por cerca de R$ 5 mil, mas, para que ela seja usada com qualidade, é preciso transformar a sala de aula e, principalmente, treinar os professores.
Pelo pacote completo, que inclui um computador e um projetor para a lousa, o treinamento de entre 15 e 20 professores, a garantia e assistência técnica, o gasto varia entre R$ 15 mil e R$ 25 mil, segundo os expositores.
Treinamento
Segundo Jackson Prado, representante da Desk Móveis, as pesquisas de mercado mostram que, apesar da tendência de crescimento, apenas 4% das escolas brasileiras já adotaram a tecnologia nas salas de aulas. Quem responde pelo maior número delas, de acordo com ele, são as escolas da rede pública. Na China, segundo estimativas de Lin Shuyuan, representante da fabricante chinesa de lousas Returnstar Interactive Technology, entre 10% e 15% das escolas posseum um modelo de lousa digital.
A empresa de Padro, que já fabricava carteiras escolares, também entrou no ramo das lousas digitais e oferece pacotes que incluem o produto acoplado a dois quadros brancos tradicionais e caixas de som embutida. O valor pode chegar a R$ 25 mil, e até 15 professores recebem uma capacitação que dura entre seis e oito horas para aprenderem a usar a ferramenta.
Ele afirma que já treinou mais de seis mil professores em todas as partes do Brasil e concluiu que o professor tem mais facilidade em aceitar a nova tecnologia se ainda tem acesso à antiga, por isso o quadro branco é vendido junto com a versão digital.


Educar oferece produtos em várias áreas da educação, como inclusão, projetores em 3D, carteiras e livros didáticos (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
 
Educar oferece produtos em várias áreas da educação, como inclusão, projetores em 3D, carteiras e livros didáticos
(Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
 
 
Tecnologia nacional
A Positivo, que fabrica seus próprios hardwares e produz softwares de ensino com tecnologia nacional, também vende pacotes que, além da lousa e dos tablets, inclui programas online e offline com planos de aula e mecanismos para que o professor possa controlar o que todos os alunos estão fazendo em seus tablets, inclusive bloquear as funções quando precisa da atenção da turma para alguma explicação. A empresa afirma que o custo da tecnologia varia de acordo com o tamanho das classes, e não revelou valores.
Luiz Vanderlei Diniz, da empresa Simmar, afirma que importa seus modelos de lousa digital dos Estados Unidos e atende tanto a rede pública quanto a privada. A representante brasileira traduz o conteúdo do software e do manual para o português e dá um treinamento de quatro horas a até 20 professores por lousa.
"Mas agora tenho um software novo e o treinamento dura um pouco mais", afirmou ele. Segundo ele, a versão "antiga" é de 2012, e quem comprou a lousa no ano passado pode fazer o upgrade.
De acordo com Prado, há dois ou três anos a empresa vem tentando emplacar no mercado um projetor de conteúdo em 3D. Com tecnologia importada da Índia, o projetor custa entre R$ 1.800 e R$ 2.500, mas a licença de uso do conteúdo das disciplinas pode chegar a R$ 30 mil por ano para uma sala com entre 40 e 50 computadores. "A demanda ainda não está tão grande", afirmou ele.
Os professores que estão mais acostumados usam mais. No futuro, queremos ter lousa digital em todas as salas, começando pelo ensino médio" Satiko Uyeno, diretora do Instituto Santa Luzia
 
Gasto inevitável
Há quatro ou cinco anos, Satiko Uyeno, diretora do Instituto Santa Luzia, de Porto Alegre, diz que investiu cerca de R$ 40 mil para montar dois laboratórios digitais no colégio, que tem 750 alunos do ensino infantil ao médio. "Não tem jeito, a tecnologia veio para ficar", explicou.
O custo foi diluído na mensalidade, mas o retorno valeu a pena, segundo ela. "Os alunos mostram muito mais interesse", disse. Todos os professores da escola foram treinados, mas o uso das duas salas é mais frequente entre as duas dos anos finais do fundamental e ensino médio. "Os professores que estão mais acostumados usam mais. No futuro, queremos ter lousa digital em todas as salas, começando pelo ensino médio."
Desde a introdução das lousas interativas, Satiko conta que a escola fez uma parceria e já oferece tablets a 16 professores. Ainda não há planos para garantir um deles por aluno. "A tecnologia ainda é muito cara, mas a gente não pode fugir dela, ela chegou para se instaurar na educação."


Hugo Caldeira, professor e fundador da Another Step, de Portugal (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
 
Hugo Caldeira, professor e fundador da Another Step, de Portugal
(Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
 
Para o professor português Hugo Caldeira, que também participa da feira, a eficácia da tecnologia na escola não é uma questão tecnológica. "É humana, dos professores", explicou.
Segundo ele, colocar equipamentos tecnológicos na sala de aula de uma escola que não esteja ligada ao treinamento e aperfeiçoamento dos professores, além de ter um sistema de avaliação pedagógica e uma visão concreta de sua estratégia educacional, faz com que a tecnologia seja apenas um gasto, e não um investimento.
"O professor está em um momento de viragem [mudança] do seu papel. Ele vai ser um designer do aprendizado, vai desenhar o melhor processo de aprendizado possível", disse Caldeira.

Inclusão para alunos com deficiência

 Outro destaque do evento foi a presença de empresas dedicadas ao desenvolvimento de produtos para facilitar a inclusão de estudantes com deficiência. Entre as opções oferecidas a alunos com deficiência visual estão impressoras em braille, capazes de copiar desenhos e textos no relevo sobre o papel e impressoras de voz, que lêem em voz alta um texto em papel aproximado a um scanner. A feira traz ainda novos modelos de teclados e máquinas de escrever para cegos, e teclados para quem tem visão baixa ou dificuldades motoras.
Estudantes com deficiência auditiva também podem usar tablets com conteúdo curricular produzido em forma de games interativos em três dimensões. Para alunos cadeirantes, a Educar oferece modelos de carteiras escolares desenhadas para facilitar o acesso.
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Produtos para a inclusão escolar de alunos com deficiência física e visual (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
 
Produtos para a inclusão escolar de alunos com deficiência física e visual
 (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
 
 
 
 
Fonte: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/05/em-feira-sobre-escola-do-futuro-maior-oferta-ainda-e-de-lousa-digital.html

terça-feira, 1 de maio de 2012

PROJETO ALUNO INTEGRADO 2012



A Universidade Federal de Goiás, por meio do Laboratório de Tecnologia da Informação e Mídias Educacionais - LabTime e apoio do Ministério da Educação/MEC e da Secretaria de Ensino Básico/SEB, está ofertando 3.600 (três mil e seiscentas) vagas, do Curso Aluno Integrado: Qualificação em Tecnologia Digital, para alunos do ensino médio, devidamente matriculados em qualquer escola da rede pública de ensino do Brasil.

Este curso é gratuito e será ofertado na modalidade a distância, pela internet, com carga horária de 180 horas e certificado pela Universidade Federal de Goiás. O ambiente virtual de aprendizagem utilizado para este curso será o e-Proinfo disponível em:

http://e-proinfo.mec.gov.br (Site do Sistema e-Proinfo)

Se você é aluno de escola pública, está cursando o ensino médio e tem interesse em complementar sua formação básica e a qualificação profissional na área de tecnologia digital, inscreva-se!

OBJETIVOS DO CURSO
O curso permitirá que os alunos aprovados tenham condições de apoiar os professores na utilização dos laboratórios de informática em suas escolas, além de preparar os alunos para o mercado de trabalho. Com o curso esses alunos podem candidatar-se a vagas em empresas de tecnologias ou trabalhar de forma autônoma com configuração e montagem de computadores.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
O curso Qualificação em Tecnologia Digital está organizado em quatro módulos: Introdutório, Hardware, Sistemas Operacionais e Manutenção de Computadores, totalizando uma carga horária de 180 horas.

Módulo 1 - Introdutório (20 horas): Focaliza alguns aspectos considerados relevantes para o aluno que se propõe a participar de curso desenvolvido a distância. Nesse sentido, tem como proposta discutir aspectos gerais sobre as temáticas: Educação a Distância, Sociedade em rede e Evolução da Informática.

Módulo 2 - Hardware (60 horas): Aborda os conceitos e fundamentos relacionados a alguns modelos de computadores modernos e seus principais componentes e processos. Este módulo é composto pelas unidades: Introdução ao Hardware, Processador, Memória RAM, Componentes Gráficos e Barramentos.

Módulo 3 - Sistemas Operacionais (60 horas): Desenvolvido no sentido de favorecer que o aluno entenda a interação entre o hardware e o sistema operacional, perceba as diferenças existentes entre os diversos sistemas operacionais, e que seja capaz de destacar as vantagens de se optar por determinado sistema, em detrimento de outro. Este módulo é composto pelas unidades: Introdução aos Sistemas Operacionais, Gerenciamento de Processos, Gerenciamento de Memória, Gerenciamento de Arquivos, História dos Sistemas Operacionais e , Sistemas Operacionais Modernos.

Módulo 4 - Manutenção de computadores (40 horas): Oferece uma discussão a respeito dos procedimentos e posturas preventivas como uma das estratégias para manutenção de computadores. As unidades deste módulo são: Adote uma postura preventiva, Upgrade de componentes, Resolução de problemas de hardware e Erros típicos de montagem.

CRONOGRAMA


09/03/2012 a 26/03/2012 - Cadastro no e-Proinfo e inscrição dos alunos interessados em realizar o curso.
09/03/2012 a 03/04/2012 - Seleção dos alunos que irão participar do curso.
09/04/2012 - Divulgação da lista de alunos selecionados para participar do curso.
16/04/2012 - Início do curso


REQUISITOS PARA INSCRIÇÃO (http://www.labtime.ufg.br/labtime/ai/index2012)

1 - Estar devidamente matriculado em escola da rede pública de ensino e cursando o ensino médio;

2 - Ter acesso a um computador para estudo do conteúdo;

3 - Ter disponibilidade de 1 a 2 horas diárias de estudo;

4 - Acessar a internet, em média 4 horas semanais;

5 - Enviar documentos pessoais e declaração de escola da rede pública que comprove estar devidamente matriculado no nível médio no ano de 2012.

 
CURSOS PROINFO INTEGRADO
CURSOS PROINFO INTEGRADO




O ProInfo Integrado é um programa de formação voltada para o uso didático-pedagógico das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no cotidiano escolar, articulado à distribuição dos equipamentos tecnológicos nas escolas e à oferta de conteúdos e recursos multimídia e digitais oferecidos pelo Portal do Professor, pela TV Escola e DVD Escola, pelo Domínio Público e pelo Banco Internacional de Objetos Educacionais.

* Introdução à Educação Digital (40h): Curso básico para professores que não têm o domínio mínimo no manejo de computadores/internet. O objetivo deste curso é possibilitar aos professores e gestores escolares a utilização de recursos tecnológicos, tais como: processadores de texto, apresentações multimídia, recursos da Web para produções de trabalhos escritos/multimídia, pesquisa e análise de informações na Web, comunicação e interação (e-mail, lista de discussão, bate-papo, blogs).

* Elaboração de Projetos (40h) : visa capacitar os professores e gestores escolares para que eles possam desenvolver projetos a serem utilizados na sala de aula junto aos alunos, integrando as tecnologias de educação existentes na escola.

*Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC (100h) - visa oferecer subsídios teórico-metodológicos práticos para que os professores e gestores escolares possam:
- compreender o potencial pedagógico de recursos das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no ensino e na aprendizagem em suas escolas;
- planejar estratégias de ensino e de aprendizagem, integrando recursos tecnológicos disponíveis e criando situações para a aprendizagem que levem os alunos à construção de conhecimento, ao trabalho colaborativo, à criatividade e resultem efetivamente num bom desempenho acadêmico.
- utilizar as TIC nas estratégias docentes, promovendo situações de ensino que focalizem a aprendizagem dos alunos e resultem numa melhoria efetiva de seu desempenho.


CURSOS OFERTADOS
  • Introdução à Educação Digital (40h) - Segunda-feira - 8h - 11h - Início:12/03
  • Introdução à Educação Digital (40h) - Segunda-feira - 18h - 21h - Início: 12/03
  • Elaboração de Projetos (40h) - Segunda-feira - 14h - 17h - Início: 12/03
  • Elaboração de Projetos (40h) - Quarta - feira - 18h - 21h - Início: 14/03
  • Elaboração de Projetos (40h) - Quinta - feira - 8h - 11h - Início: 15/03
  • Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC (100h) - Segunda - feira - 14h - 17h - Início: 19/03
  • Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC (100h) - Quarta - feira -18h - 21h - Início: 21/03
  • Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC (100h) - Quinta - feira - 8h - 11h - Início: 22/03

Tecnologia educacional beneficia estudantes de Rio das Ostras

São 18 salas de informática com 341 computadores e o acesso à internet também já chegou à zona rural da cidade

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Em Rio das Ostras, diferentes programas de tecnologia educacional têm promovido o desenvolvimento dos estudantes da cidade. Todas as 17 escolas da rede municipal que oferecem os anos finais do Ensino Fundamental contam com sala de informática e o acesso à internet agora chegou também à escola Professora Marinete Coelho de Souza, localizada em Cantagalo, na zona rural.
“Tudo que aprendi de informática foi aqui na escola. Este ano, quando passamos a contar com a internet, pude me desenvolver ainda mais e auxiliar melhor os demais alunos”, conta Edson Ribeiro, de 15 anos, monitor voluntário de informática na escola Marinete Coelho.
Para os alunos da unidade de ensino, que antes faziam pesquisas apenas pelos livros, a internet trouxe muitos benefícios. “Está muito mais fácil e rápido realizar os trabalhos escolares”, comemora Patrícia Rodrigues, de 12 anos.
Além das salas de informática das escolas, a cidade possui o Núcleo Tecnológico Municipal, que funciona na sede da Secretaria de Educação e promove cursos para professores e estudantes. A rede municipal conta com 341 computadores próprios, doados pelo governo federal por intermédio do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo) e com sistema operacional gratuito.
DESENVOLVIMENTO – Depois de participar do programa Tecnologia e Afeto, voltado para correção da distorção idade e série com uso de software educacional, Lucas Valle se desenvolveu tanto que hoje é monitor voluntário de informática. Lucas, que tem 12 anos, cursa o 7º ano na Escola Municipal Francisco de Assis Medeiros Rangel, no Parque Zabulão, que a partir de junho ganha um núcleo do Tecnologia e Afeto.
“Eu consegui superar a dificuldade que tinha com a leitura. Estou gostando muito de ser aluno monitor da escola e ajudar os demais alunos”, conta Lucas.
A professora Mary Lemos, que atua como multiplicadora tecnológica na escola Francisco de Assis, lembra que os alunos devem ter boas notas para serem monitores. “Com isso, incentivamos o estudo, sem falar que eles desenvolvem aptidões na área de informática”, conta.
PESQUISA – Enquanto os monitores aprendem mais sobre informática, para os demais alunos os computadores com acesso à internet são um importante suporte para pesquisa. Na Escola Acerbal Pinto Malheiros, no Jardim Mariléa, a sala de informática hoje tem uma capacidade três vezes maior.
Há um ano, a sala contava apenas 10 computadores e hoje possui 36. “Atualmente podemos atender a uma turma inteira de alunos ao mesmo tempo e eles estão mais motivados e participantes”, conta a diretora do Acerbal, Mônica Ribeiro.
O monitor voluntário Fabrício Grillo, de 12 anos, confirma que a motivação agora é maior. “Alguns alunos precisavam ficar esperando os demais terminarem a pesquisa para poder acessar a internet. Agora todos podem usar os computadores no mesmo horário”, explica.